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Sobre a provinha do Google Developer Day 2011

Ano passado, quando a Google abriu as inscrições para o GDD, eu escrevi o primeiro de uma série de três artigos sobre a tal provinha. Esperei até o final das inscrições (e o sinal verde de um amigo que trabalha lá) para publicá-lo.

Não vou fazer diferente esse ano. Se você veio aqui querendo ver a solução dos problemas do ano passado, eles estão relacionados abaixo. Se, por outro lado, chegou aqui procurando um jeito fácil de entrar no evento, devia ter vergonha. Eu respeito a decisão da Google de usar a prova como uma forma de garantir que a platéia tenha melhores chances de entender o que o palestrante vai falar e não vou ajudar a estragar o processo de seleção de convidados deles. Quando as inscrições estiverem encerradas, eu volto aqui e publico a minha solução e aí você pode comparar com a sua.

De resto, boa sorte. A prova não é difícil e eu tenho certeza que você consegue. Você já chegou até aqui, afinal.

Um abraço e até lá.

Nota: Se você colocar aqui um comentário mostrando uma solução antes que sejam fechadas as inscrições, eu vou apagar pela mesma razão que me fez não publicar a minha ainda. Se você tem uma solução, volte depois.

Outra nota: Agora, que as inscrições estão encerradas, você pode achar soluções procurando no Google. Uma delas (em Java) foi postada em um comentário aqui. A mihha em Python está aqui. Há outras, algumas com escolhas de linguagem ainda mais estranhas do que a minha versão para computadores de 8-bits do ano passado. Acho uma pena que tantos tenham praticado GDD (Google-Driven Development, pun intended) e tenham googlado por respostas em vez de aprender a programar.

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Por que você não deve deixar de ir à LinuxCon só por causa do keynote do Sandy Gupta

Os amigos

Muitos amigos meus estão dizendo que não vão à LinuxCon Brazil por conta de um keynote por um representante da Microsoft. Isso me preocupa muito e me preocupou a ponto de eu me decidir a escrever este post

O mentiroso

A Microsoft é uma entidade engraçada. É extremamente consistente e previsível. Joga baixo, sempre que pode. Seus funcionários acreditam, de coração, que está tudo bem e que é normal fazer essas coisas. Se me convidarem pra jogar bola, eu não vou. Devem dar caneladas, cotoveladas e tudo o mais que puderem, desde que acreditem que vão ficar impunes.

Sandeep Gupta veio da SCO. Foi ele o cara (eu pensei em usar "mané", mas ele sabia muito bem o que estava fazendo) que anunciou (PDF) que havia código do Unix no Linux. Eu escrevi sobre isso há muito tempo - desde então se provou que o Linux não tem código Unix nele e que a SCO não tinha nenhum direito sobre o código que ela dizia ser dela que ela dizia que foi parar (e não foi) dentro do Linux. Lá ele chegou a ser presidente da SCO Operations, seja lá o que fosse que ela operasse.

Muita gente suspeita que a SCO foi apenas um laranja para a Microsoft. A Microsoft tem uma série de coincidências interessantes de executivos que destruíram competidores e que, depois disso, acabaram trabalhando em cargos prestigiosos da empresa. Um que eu me lembro fácil é Rick Beluzzo, que fez com que a HP praticamente abandonasse o desenvolvimento do HP-UX e priorizar servidores Windows, porque, nas palavras dele "NT é o futuro" (em tempo - a divisão de servidores da HP que mais dava lucro era a dos HP-UX, na última vez que eu olhei). Depois da HP ele foi a Silicon Graphics (mais ou menos na época em que a Microsoft comprou a Softimage e estabeleceu o NT como alternativa viável para animação) e que acabou licenciando a preço de banana a tecnologia de aceleração de 3D deles para a Nvidia (que permitiu PCs com performance de 3D similar às SGIs e que enterrou de vez o negócio deles). Depois disso ele foi parar na MSN e deve ter ganho seus vários milhões com isso tudo. A história de Gupta é um paralelo notável e demonstra que, se não a SCO, pelo menos ele esteve a serviço da Microsoft desde o início.

Você contrataria um executivo como ele?

Nem eu.

Mas esse não é o ponto. O homem é um pulha e a Microsoft não é uma empresa ética. Isso não é segredo e nem é a primeira vez que eu digo isso.

O evangelista

James Plamondon era um evangelista da Microsoft. Em uma apresentação, ele explicou como se faz para esvaziar um evento de um competidor - a Microsoft simplesmente aparece no evento. Plamondon, nessa entrevista, se vangloria de ter acabado com duas conferências de desenvolvedores de Mac tornando-as multi-plataforma e impondo tracks com palestras que não interessam a ninguém. Desenvolvedores de software para Mac não querem ir a uma conferência para assistir palestras sobre como escrever software para Windows. Ao impor sua presença, ele espanta conferencistas e, a longo prazo, estrangula a conferência, que morre, aparentemente, de causas naturais. A primeira foi a Mac App Developers Conference, onde ele era membro do board da associação por trás. A segunda foi a Technology and Issues Conference. As duas tiveram uma vida longa antes da Microsoft decidir acabar com elas.

Está tudo aqui. Essa parte que eu mencionei está na página 27, mas o PDF tem 66 páginas de pura maldade (o método que ele usou para entrar na grade de uma conferência é particularmente maligno). Esse pessoal não é só ultra-competitivo. Eles não tem caráter nenhum.

O vilão

Não tenha dúvida de que a Microsoft pagou, direta e indiretamente, para estar na LinuxCon. Mas nós ganhamos com isso. O evento fica melhor no geral, tem mais dinheiro, as entradas podem ser mais baratas e o lanche pode ser melhor. O espaço pode ser mais bem-cuidado, as palestras podem ter mais pessoas. E o preço disso é que temos a oportunidade de ir lá e detonar com o cara no keynote dele. Gente! É o cara da SCO! Melhor que isso só se fosse Bill Gates! Ele vai ser um alvo fácil falando por uma hora. Você pode estar no auditório e, quando ele subir ao palco, sair como forma de protesto (cuidado - ele vai usar a carta da "intolerância" e do "fanatismo" para nos demonizar). Melhor é ficar e crivá-lo com as perguntas mais pontudas e cortantes que puderem imaginar. Se você tiver uma credencial de imprensa, use-a para fazer perguntas na entrevista coletiva. O cara é mau e merece. Simboliza e protagoniza tudo o que existe de mais errado em nosso mercado. Eu lamento profundamente não poder ir pessoalmente dessa vez, mas minha oportunidade de trollá-lo vai chegar.

O que não podemos fazer

Essa parte é muito importante.

Evidentemente, não podemos usar de violência. Eu imagino que também não seja permitido entrar com tortas no auditório. Mais importante do que tudo isso é não deixarmos que a Microsoft esvazie o evento. Se você não aprova e não tem estômago pra ficar ouvindo, vá para o corredor durante o keynote fazer alguma coisa. É uma LinuxCon, afinal. Vá escrever algum código que ajude os outros. Encontre alguém e vá resolver algum problema seu. Deixe que ele fale sozinho sobre a interoperabilidade que a empresa dele não quer. Distribua folhetos, imprima a página 27, traduza, publique em seu blog. Faça algo. Eles vivem da nossa inação.

Mas, mais do que tudo isso, não deixe de ir. O evento e a comunidade a que ele serve não precisam de Guptas e Plamondons.

Precisam de você.

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Programação como arte performática

O "Dueto das Flores", parte do primeiro ato de Lakmé, nunca deixou de me comover.

A busca da beleza deve sempre fazer parte da nossa vida e do nosso trabalho. Foi pensando nisso que eu resolvi colocar aqui esse vídeo que mostra uma performance pouco usual. Talvez muitos nunca tenham pensado em programação de computadores como uma arte, muito menos como uma arte performática. Para muitos, programar é apenas um trabalho como qualquer outro.

Não é.

Ou, pelo menos, não precisa ser.

Prime Factors Kata in Ruby, Flower Duet, Lakme' por unclebob no Vimeo.

Sempre que programamos, estamos, como na poesia, buscando aquele ponto preciso entre concisão e expressividade, como no design, entre minimalismo e funcionalidade, ou como nas artes marciais e na dança, onde buscamos o movimento e o equilíbrio harmônicos e perfeitos. É o exercicio da precisão na manifestação de idéias.

O original do vídeo você encontra aqui, explicações de como e porque foi feito, aqui. A primeira versão do Dueto das Flores que se ouve no vídeo é a do grupo inglês All Angels, a segunda, do East Village Opera Company, mas eu, pessoalmente, prefiro uma interpretação menos pop-music.

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Ubuntu e o tempo de boot

Ubuntu e o tempo de boot

Não é lenda que máquinas Linux quase nunca bootam. Assim sendo, o tempo que elas levam para ficar disponíveis depois de serem ligadas é despresível comparado com o tempo em que você fica usando a máquina. Infelizmente, nem todo mundo pode deixar seu computador ligado, suspenso ou hibernando todo o tempo. Eu prefiro desligar meu netbook quando não vou usá-lo por algumas horas e, por conta disso, tenho que passar por uma "partida a frio" do computador quando quiser usá-lo de novo.

Pensando nesses usuários, o pessoal da Red Hat e da Canonical tem feito enormes progressos na redução do tempo de partida de nossos computadores. O vídeo abaixo (tirado daqui) mostra um Thinkpad com "disco" flash indo do auto-teste ao browser em pouco mais de 20 segundos.

Bootar de um disco de verdade deve demorar mais, mas, ainda assim, estou impressionado com o resultado.

Se pelo menos o Vista fizesse isso depois de um BSOD...

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Biodiversidade, parte 2

Algum (bastante) tempo atrás, eu, entre muitos outros, alertei sobre o risco que corremos quando adotamos computadores iguais rodando todos os mesmos programas. Alertei, particularmente, para o risco de uma plataforma completamente alheia à idéia de segurança ser a plataforma majoritária em nossa quase monocultura.

Bom...

Primeiro de abril chegou, passou e nada aconteceu. Confickers por todo o planeta passaram a se atualizar de uma forma diferente e um pouco mais complicada. Mas nada aconteceu.

Agora começam a chegar relatos de que eles estão baixando um pacote com suas funcionalidades. Ainda não há muita informação sobre o que ele é e o que ele faz, mas PCs - milhões deles - espalhados pelo planeta estão recebendo suas ordens.

Daqui do alto de um sistema operacional seguro eu poderia me apegar à ilusão de que eu estou cruzando a Mach 3, cinquenta mil pés acima das tempestades a que os usuários de outras plataformas estão sujeitos. O único problema é que isso não é verdade.

Embora meu notebook seja virtualmente à prova de vírus, eu ainda enfrento o bombardeio de spam, as cerca de 10 tentativas (fúteis) de invasão por segundo de meu servidor pessoal e compartilho minha banda com dezenas ou centenas de botnets que saturam os encanamentos da internet. 83% dos e-mails que batem em meu servidor são spam e apenas uma pequena fração deles vêm de data-centers de verdade.

Máquinas mal-administradas são um problema não só para seus donos, que têm suas contas roubadas, sua banda e seus computadores saturados porque estão fazendo coisas que não deveriam estar fazendo, mas de todos nós que sabemos como se faz para não ter nossos computadores invadidos. Não fomos nós que criamos o problema, mas teremos, ainda assim, que aturá-lo. 

Máquinas inseguras são a causa de mais de 80% da "poluição ambiental" da internet.

Depois ainda me perguntam por que eu acho que deixar a própria máquina fazer parte de um botnet deveria ser crime...

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Pequena pesquisa

Motivado por um post em uma lista que eu fiz outro dia, eu resolvi fazer uma pequena pesquisa para saber como funciona essa coisa de escolher "com qual linguagem eu vou".

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O círculo se fecha

Posted by Ricardo Bánffy at Nov 04, 2008 02:35 PM |

Apenas para ilustrar um comentário meu, a barra de ícones do Windows 7 é, curiosamente, parecida com a do Windows 1.0.

Windows 1.01

Agora, podemos comparar à nova versão (tirada do site BetaNews):

Windows 7 "superbar"

Podemos observar que os ícones são apenas imagens (ao contrário do Windows 3, em que eles tinham um nome) e têm uma região fixa em que podem existir (ao contrário do Windows 2, em que eles podiam ficar em qualquer ponto do desktop).

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Dois aniversários

Sábado, dia 27 de setembro, comemorou-se o GNU anniversary (ou GNU/Anniversary, como preferem alguns). 25 anos atrás Richard Stallman anunciou ao mundo que pretendia desenvolver um sistema operacional completamente livre chamado GNU. GNU quer dizer "GNU's not Unix".

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Windows 7 ou Cairo 2.0

Cairo era o nome do "sistema operacional para acabar com todos os sistemas operacionais" que a Microsoft prometeu no começo dos anos 90. Cairo era uma das cartas da "mão imaginária" com a qual a Microsoft blefou por boa parte dos anos 90.

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Quem for, me conta como foi

Essa semana rola (quinta, sexta e sábado), no Rio de Janeiro, a PyConBrasil.

Para quem não sabe (e não quis clicar no link) a PyConBrasil é uma conferência anual voltada aos usuários, curiosos e simpatizantes da linguagem de programação Python.

Python é uma linguagem poderosa, completa e fácil de aprender (eu consigo ensinar um programador a dar os primeiros passos em Python em coisa de duas horas - menos, se ele for esperto) e que está no centro de coisas muito legais que eu uso todos os dias como o Zope, o Plone, o Django e o Google App Engine. É duca.

Então... Eu estou aqui, olhando para a grade de palestras e lamentando minha inépcia ao negociar contratos que me custou uma ida ao Rio.

Então... Quem for, por favor, me conte se foi legal.

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Campanha "Abrace um Programador"

Acho que vale para gerentes de projeto, integradores...

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